Skip to main content

Academia.edu no longer supports Internet Explorer.

To browse Academia.edu and the wider internet faster and more securely, please take a few seconds to upgrade your browser.

RESUMO: Ao longo do texto que se segue, tratar-se-á sobretudo de analisar a crítica levantada por Andrew Feenberg ao «essencialismo» presente na filosofia da técnica de Martin Heidegger. No cerne desta crítica depreende-se que, para... more
RESUMO: Ao longo do texto que se segue, tratar-se-á sobretudo de analisar a crítica levantada por Andrew Feenberg ao «essencialismo» presente na filosofia da técnica de Martin Heidegger. No cerne desta crítica depreende-se que, para Feenberg, a técnica não pode ser problematizada apenas a partir de uma análise da sua «essência» e das implicações «substanciais» que esta pressupõe para a questão acerca do o Ser. Para este autor, a «técnica» é também «tecnologia»; i.e., os «desígnios substanciais» técnicos encontram-se «materializados» na «tecnologia» e pressupõem também «desígnios» de carácter sociológico. Para Feenberg, a «técnica», mais que um problema ontológico, constitui-se como um problema social, e consequentemente, é um problema que se inscreve no âmbito do pensamento político. ABSTRACT: Throughout this text, we will develop an analysis of Andrew Feenberg's critique of the «essentialism», as it is formulated in Martin Heidegger's philosophy of «technique». At the center of this critique it is inferred that, for Feenberg, «technique» cannot be problematized only through an analysis of its «essence» and its «substantive» implications for the question inquiring Being. According to this author «technique» is also «technology»; i.e., technique's «substantivist designs» are materialized as «technology», an idea which implies, by itself, the existence of «designs» pertaining a sociological character. Hence, according to Feenberg, «technique», more than an ontological problem, is in itself a social problem, and therefore it is a problem for the political realm of inquiry.
Resumen: Os meios de comunicação visuais inauguraram normas formas de comunicação mas também novas formas de pensamento e novas formas de organização social. Se é verdade que a sociedade ocidental se apresenta como descendente de duas... more
Resumen: Os meios de comunicação visuais inauguraram normas formas de comunicação mas também novas formas de pensamento e novas formas de organização social. Se é verdade que a sociedade ocidental se apresenta como descendente de duas sociedades ...
Research Interests:
Procurar-se-á interpretar a relação entre o «mal-estar» existencial e a técnica moderna a partir de uma perspectiva hermenêutico-fenomenológica que procura ir ao encontro da sua raíz ontológica mais fundamental. Num primeiro momento,... more
Procurar-se-á interpretar a relação entre o «mal-estar» existencial e a técnica moderna a partir de uma perspectiva hermenêutico-fenomenológica que procura ir ao encontro da sua raíz ontológica mais fundamental. Num primeiro momento, construir-se-á uma interpretação do «mal-estar» que Sigmund Freud diagnosticou como transversal à cultura ocidental na primeira metade do séc. XX, procurando construir, num segundo momento, um correlato com a proposta heideggeriana de interpretação da essência da técnica moderna como «Ge-stell» («com-posição»), prestando uma especial atenção ao modo como esta se mostra capaz de determinar o pensamento. Para finalizar, procurar-se-á compreender como esta relação entre «mal-estar» e «com-posição» se torna manifesta na crítica da sociedade industrial proposta por Herbert Marcuse no seu texto de 1955, Eros e Civilização.
a «Com-posição» («Ge-stell») como Tecnificação da Linguagem 1. Martin Heidegger e a Essência da Técnica Moderna como Problema da Modernidade O texto heideggeriano de 1953 A Questão Acerca da Técnica, apresenta-se como um dos textos... more
a «Com-posição» («Ge-stell») como Tecnificação da Linguagem 1. Martin Heidegger e a Essência da Técnica Moderna como Problema da Modernidade O texto heideggeriano de 1953 A Questão Acerca da Técnica, apresenta-se como um dos textos fundadores da Filosofia da Técnica contemporânea e, simultaneamente, como um dos textos mais importantes da crítica filosófica da modernidade que foi construída pelo seu autor. Neste texto, Heidegger estabelece uma distinção ontológica entre aquela que interpreta como a essência da técnica tradicional e a essência da técnica moderna, partindo, para tal, do modo como através de cada uma delas, as essências dos entes vêm a ser «desencobertas». A essência da técnica tradicional é compreendida por Heidegger como um «desencobrimento» que leva a cabo um «pôr-em-obra» poiético («ποίησις»/«poiésis»), pelo qual as essências dos entes se vêm mostrar na sua verdade («λήθεια»/«aletheia»). Já a essência da técnica moderna vem a ser compreendida por Heidegger como «com-posição» («Ge-stell»), como um modo provocador do «desencobrimento» que se impõe sobre os entes, provocando as suas essências de forma a que estas se mostrem como energias, recursos, ou matérias-primas, dispostas sob um «fundo-consistente» («Bestand») para um uso/utilidade. Tal como propõe Irene Borges Duarte: «Gestell significa, portanto e numa primeira análise, um com-posto que com-põe uma multiplicidade convertendo-a num conjunto unitário e coeso. É, por um lado, um produto — adequado ao serviço requerido pelo ser-no-mundo —, mas, por outro lado, produz por sua vez uma configuração, imagem da ordem ou racionalidade humanas, que dá-imagem às coisas dispostas ao serviço dessa racionalidade e das suas razões. (Cit., BORGES-DUARTE, 2014, p. 175)» Enquanto «com-posição», a essência da técnica moderna possuí uma orientação funcional intrínseca, pela qual as essências dos entes são «desencobertas» de acordo com o seu potencial enquanto " recursos " , assim determinados por uma funcionalidade que é sobre eles imposta. A «com-posição» distingue-se desta forma do carácter-1
Research Interests:
Com esta comunicação procurar-se-á reflectir acerca do modo como a influência do pensamento técnico sobre a cultura contemporânea poderá ser interpretada como um dos principais responsáveis pelo «mal-estar» existencial que se faz sentir... more
Com esta comunicação procurar-se-á reflectir acerca do modo como a influência do pensamento técnico sobre a cultura contemporânea poderá ser interpretada como um dos principais responsáveis pelo «mal-estar» existencial que se faz sentir no seu seio. Num primeiro momento, e partindo da proposta hermenêutico-fenomenológica de Heidegger, esta comunicação procura reflectir acerca do modo como a técnica se representa como o mais determinante fenómeno da modernidade para, num segundo momento, se deter sobre o conceito de «mal-estar» que Freud propõe como “diagnóstico” da cultura ocidental moderna. Por último, e tendo em mente a reflexão até então construída, esta comunicação irá atentar sobre o conceito de «imagem técnica», tal como este é conceptualizado por Vilém Flusser, tentando compreender através dele a possibilidade de uma correlação entre o «mal-estar» existencial que se faz sentir no contexto da cultura contemporânea, e o impacto que a tecnologia tem vindo sobre ela exercer.
Partindo dos pressupostos hermenêutico-fenomenológicos que Heidegger lança em "O Tempo da Imagem do Mundo" (1938) e em "A Questão Acerca da Técnica" (1953), esta comunicação procurará reflectir acerca do modo como, no contexto histórico... more
Partindo dos pressupostos hermenêutico-fenomenológicos que Heidegger lança em "O Tempo da Imagem do Mundo" (1938) e em "A Questão Acerca da Técnica" (1953), esta comunicação procurará reflectir acerca do modo como, no contexto histórico actual, as novas tecnologias da informação, sobretudo através da sua materialização enquanto "Social Media", têm vindo a determinar o pensamento, delimitando a compreensão que o ser humano faz da sua própria existência. Construindo uma correlação entre os conceitos de «imagem» e «Ge-stell», procurar-se-á então compreender a forma como a omnipresença dos "Social Media", tem vindo a construir e a disseminar um modo próprio de pensar a existência humana, a qual vem a ser delimitada como uma representação, i.e., como uma concepção da existência humana como «imagem».
Por via do imperativo histórico que subjaz à essência da técnica moderna, a linguagem tem vindo a ser destituída do seu papel enquanto «acontecimento de apropriação» capaz de criar a abertura necessária para uma nova forma de pensar o... more
Por via do imperativo histórico que subjaz à essência da técnica moderna, a linguagem tem vindo a ser destituída do seu papel enquanto «acontecimento de apropriação» capaz de criar a abertura necessária para uma nova forma de pensar o «ser». Com o imperar da técnica moderna, os conteúdos ontológicos fundamentais — i.e., os valores substanciais, assim como a própria identidade cultural (enquanto modo próprio de «ser-no-mundo») — que a linguagem transporta consigo ao longo de gerações, têm vindo a ser menosprezados em prol de uma operacionalização funcional, transformando-os de acordo com os princípios da utilidade, eficiência e produtividade. Com esta comunicação procurar-se-á então destacar como, sob o subterfúgio da funcionalidade técnica que se impôs como paradigma do pensamento moderno, se tem vindo a transformar o modo como o «Dasein» se mostra capaz interpretar o «mundo» onde está lançado, uma vez que os diversos modos pelos quais o «ser» nele se manifesta, por via da transformação funcional da linguagem, vêm ser reduzidos a uma configuração utilitária que se encontra subjugada ao «poder» inerente à essência da técnica moderna.