- Cultural Heritage, Early Modern History, Rural History, Inquisition, Economic History, História das Ciências da Saúde. História da Assistência à Saúde. História da Saúde e das Doenças. História do Patrimônio Cultural da Saúde., and 24 moreHistoria, Historiography, Book History, Early Judaism (2nd Temple, Greco-Roman), History Portuguese and Spanish, History, Social Sciences, Early Modern Intellectual History, Education, Cultural History, Early Medieval Archaeology, Intangible Cultural Heritage (Culture), Elites, Libraries, Finance, Social History, Commerce, Church History, Archives, Transnational and World History, Transnationalism, Heresy and Inquisition, Early Modern Era, and Moral Theologyedit
Even today, the connection between inquisitorial activity and confiscation of assets persists in the collective memory. The study of inquisitorial finances entails the definition of the institution’s financing bases, which certainly went... more
Even today, the connection between inquisitorial activity and confiscation of assets persists in the collective memory. The study of inquisitorial finances entails the definition of the institution’s financing bases, which certainly went beyond the confiscation of assets, mostly, over the new Christian population – but not exclusively.
The present work intends to draw a global analysis of the sources of income of the different metropolitan courts of the Portuguese Inquisition (Coimbra, Évora and Lisbon).
The focus of analysis is on the different means of financing developed by the Holy Office as a whole. In addition, it is intended to identify the institutional relations between the Inquisition and the other powers of the Modern Era, especially between the chronological landmarks of 1640 and 1773.
It is therefore intended to question the composition of the range of funding available to the Inquisition and who contributed to its constitution. In some cases, the reasons why they were those recipes and not others seem clearer; in others, the answers are still somewhat diffuse.
Apparently, the finances of the Portuguese Inquisition were always dependent on the royal estate, and the institution has not been able to independently develop its own means of financing. This is the argument to be developed.
The present work intends to draw a global analysis of the sources of income of the different metropolitan courts of the Portuguese Inquisition (Coimbra, Évora and Lisbon).
The focus of analysis is on the different means of financing developed by the Holy Office as a whole. In addition, it is intended to identify the institutional relations between the Inquisition and the other powers of the Modern Era, especially between the chronological landmarks of 1640 and 1773.
It is therefore intended to question the composition of the range of funding available to the Inquisition and who contributed to its constitution. In some cases, the reasons why they were those recipes and not others seem clearer; in others, the answers are still somewhat diffuse.
Apparently, the finances of the Portuguese Inquisition were always dependent on the royal estate, and the institution has not been able to independently develop its own means of financing. This is the argument to be developed.
Research Interests:
O auto-da-fé, consumido como um espectáculo pelos coevos, era o expoente máximo da expressão do poder inquisitorial. Era durante a sua realização que a actividade do Santo Ofício se tornava pública. Após muitos meses – por vezes, até anos... more
O auto-da-fé, consumido como um espectáculo pelos coevos, era o
expoente máximo da expressão do poder inquisitorial. Era durante a sua realização que a actividade do Santo Ofício se tornava pública. Após muitos meses – por vezes, até anos – em que o réu tinha estado encarcerado, finalmente, prestava-se contas, junto da população, para parafrasear Francisco Bethencourt. Quebrava-se, deste modo, o silêncio que era um dos pilares da existência do Tribunal da Fé. Neste
trabalho, pretende-se analisar a estrutura dos gastos do auto-da-fé, o que permitirá contextualizar os custos com a alimentação (jantar da véspera ou almoço/jantar do dia da realização do cerimonial). Tentar-se-á identificar eventuais diferenças entre os quadros de ministros e oficiais – do ponto de vista dos alimentos consumidos. No fundo, questionar: que hierarquias podem ser identificadas a partir daqui? Haveria diferenças substanciais? Tratava-se de um momento que era partilhado por todos, ou eram separados: ministros para um lado, oficiais para o outro? Sabe-se que havia diferentes elementos de várias instituições envolvidas na realização do auto-da-fé, mas será que todos partilhavam a mesma refeição? Eram estas reservadas apenas
aos membros da Inquisição? O que representava a realização do auto, no quadro global das despesas da instituição?
expoente máximo da expressão do poder inquisitorial. Era durante a sua realização que a actividade do Santo Ofício se tornava pública. Após muitos meses – por vezes, até anos – em que o réu tinha estado encarcerado, finalmente, prestava-se contas, junto da população, para parafrasear Francisco Bethencourt. Quebrava-se, deste modo, o silêncio que era um dos pilares da existência do Tribunal da Fé. Neste
trabalho, pretende-se analisar a estrutura dos gastos do auto-da-fé, o que permitirá contextualizar os custos com a alimentação (jantar da véspera ou almoço/jantar do dia da realização do cerimonial). Tentar-se-á identificar eventuais diferenças entre os quadros de ministros e oficiais – do ponto de vista dos alimentos consumidos. No fundo, questionar: que hierarquias podem ser identificadas a partir daqui? Haveria diferenças substanciais? Tratava-se de um momento que era partilhado por todos, ou eram separados: ministros para um lado, oficiais para o outro? Sabe-se que havia diferentes elementos de várias instituições envolvidas na realização do auto-da-fé, mas será que todos partilhavam a mesma refeição? Eram estas reservadas apenas
aos membros da Inquisição? O que representava a realização do auto, no quadro global das despesas da instituição?
Research Interests:
RESUMO: Este artigo procura analisar as fontes documentais até agora identificadas respeitantes ao Fisco da Inquisição, que fazem parte do acervo de duas instituições localizadas na cidade de Évora: o Arquivo Distrital e a Biblioteca... more
RESUMO: Este artigo procura analisar as fontes documentais até agora identificadas respeitantes ao Fisco da Inquisição, que fazem parte do acervo de duas instituições localizadas na cidade de Évora: o Arquivo Distrital e a Biblioteca Pública. Discutem-se três questões: de que modo estes documentos da Inquisição de Évora alargam o conhecimento disponível acerca do Santo Ofício; de que formas se relacionam com os que pertencem a fundos conservados em outros arquivos e bibliotecas patrimoniais; por fim, abordam-se aspetos da história custodial da documentação em causa.
PALAVRAS-CHAVE: Inquisição de Évora; confisco de bens; extinção do Santo Ofício.
ABSTRACT: This article tries to analyze the historical sources identifi ed as regarding the Fisco of the Inquisition, which are part of the collections of two institutions located in the city of Évora: the District Archive and the Public Library. It is discussed how these documents of the Inquisition of Évora extend the available knowledge about the Holy Offi ce and how they relate to those belonging to archival funds kept in other archives and libraries. Finally, it deals with aspects of the custodial history of the documentation.
KEYWORDS: Inquisition of Évora; assets confiscation; abolishment of the Portuguese Holy Office.
PALAVRAS-CHAVE: Inquisição de Évora; confisco de bens; extinção do Santo Ofício.
ABSTRACT: This article tries to analyze the historical sources identifi ed as regarding the Fisco of the Inquisition, which are part of the collections of two institutions located in the city of Évora: the District Archive and the Public Library. It is discussed how these documents of the Inquisition of Évora extend the available knowledge about the Holy Offi ce and how they relate to those belonging to archival funds kept in other archives and libraries. Finally, it deals with aspects of the custodial history of the documentation.
KEYWORDS: Inquisition of Évora; assets confiscation; abolishment of the Portuguese Holy Office.
Research Interests:
Neste trabalho, pretende-se analisar os salários dos elementos que compunham o Conselho Geral do Santo Ofício português, no período compreendido entre os anos de 1640 e 1773. Este Conselho era o órgão principal da hierarquia da Inquisição... more
Neste trabalho, pretende-se analisar os salários dos elementos que compunham o Conselho Geral do Santo Ofício português, no período compreendido entre os anos de 1640 e 1773. Este Conselho era o órgão principal da hierarquia da Inquisição e dele faziam parte o inquisidor-geral, os deputados, um secretário, e quatro oficiais. Pretende-se responder à questão: como era financiado o Conselho Geral? Donde vinham as receitas que permitiam pagar os salários e todos os suplementos que estes indivíduos recebiam? Esta análise permitirá perceber em que medida as receitas obtidas com o confisco de bens eram utilizadas, também, para a manutenção dos quadros humanos inquisitoriais e, na sua ausência, a que outras fontes de financiamento se recorria. Este trabalho permitirá, ainda, identificar os valores que cada uma das figuras do Conselho recebia e em que momentos.
Research Interests:
Este trabalho, desenvolvido no âmbito de um projecto de doutoramento mais amplo, tem como objectivo analisar as razões que levaram a coroa portuguesa a consignar ao tribunal da Inquisição rendimentos com origem nos bens da Igreja.... more
Este trabalho, desenvolvido no âmbito de um projecto de doutoramento mais amplo, tem como objectivo analisar as razões que levaram a coroa portuguesa a consignar ao tribunal da Inquisição rendimentos com origem nos bens da Igreja. Far-se-á uma tentativa de contribuir para desmistificar a ideia que a actividade persecutória do Santo Ofício era a principal fonte de financiamento desta instituição.
Por um lado, analisar-se-á o processo que levou à aplicação destas rendas à Inquisição e, por outro, tentar-se-á perceber qual o papel que estes réditos desempenhavam no cômputo global das receitas auferidas por cada um dos tribunais metropolitanos portugueses: Coimbra, Évora e Lisboa. Para além disso, dar-se-á atenção a alguns momentos de maior conflito/resistência dos cabidos no pagamento destes novos direitos à Inquisição.
No final, conclui-se que os rendimentos eclesiásticos, a par dos dinheiros entregues aos tribunais com origem nos bens confiscados e da tença do tabaco, constituíam os pilares financeiros do Santo Ofício português, ainda que de forma diferenciada nas três mesas inquisitoriais em apreço.
Por um lado, analisar-se-á o processo que levou à aplicação destas rendas à Inquisição e, por outro, tentar-se-á perceber qual o papel que estes réditos desempenhavam no cômputo global das receitas auferidas por cada um dos tribunais metropolitanos portugueses: Coimbra, Évora e Lisboa. Para além disso, dar-se-á atenção a alguns momentos de maior conflito/resistência dos cabidos no pagamento destes novos direitos à Inquisição.
No final, conclui-se que os rendimentos eclesiásticos, a par dos dinheiros entregues aos tribunais com origem nos bens confiscados e da tença do tabaco, constituíam os pilares financeiros do Santo Ofício português, ainda que de forma diferenciada nas três mesas inquisitoriais em apreço.
Research Interests:
A partir dos relatórios de contas, elaborados anualmente por cada Mesa da Inquisição no ato de prestar contas ao Conselho Geral do Santo Ofício, pretende-se esboçar, com este trabalho, uma análise comparativa da estrutura das receitas dos... more
A partir dos relatórios de contas, elaborados anualmente por cada Mesa da Inquisição no ato de prestar contas ao Conselho Geral do Santo Ofício, pretende-se esboçar, com este trabalho, uma análise comparativa da estrutura das receitas dos tribunais de Évora e de Lisboa. Será alvo de estudo a composição das receitas inquisitoriais afetas aos tribunais, na primeira metade do século XVIII, dando ênfase a uma questão central: em que medida o confisco de bens aos sentenciados pela Inquisição contribuía para a subsistência financeira do Santo Ofício? A historiografia tem sugerido que a Inquisição contribuía com réditos financeiros para o equilíbrio das contas públicas e ao mesmo tempo autofinanciava-se a partir daqui. Há casos pontuais em que a primeira situação se verificou, sendo que o enfoque central deste trabalho não reside aqui. Não se sabe, contudo, em que medida o confisco era importante para a vida saudável dos cofres inquisitoriais.
Importará, assim, analisar a composição global das rendas afetas aos tribunais, com o objetivo de compreender qual o peso do fisco.
Importará, assim, analisar a composição global das rendas afetas aos tribunais, com o objetivo de compreender qual o peso do fisco.
Research Interests:
O objectivo deste trabalho é estudar os agentes locais da Inquisição portuguesa, residentes no concelho de Montemor-o-Novo, entre 1570 e 1821. Estes indivíduos integravam as redes de enraizamento local desenvolvidas pelo Tribunal, que... more
O objectivo deste trabalho é estudar os agentes locais da Inquisição portuguesa, residentes no concelho de Montemor-o-Novo, entre 1570 e 1821. Estes indivíduos integravam as redes de enraizamento local desenvolvidas pelo Tribunal, que tinham como objectivo alargar as suas áreas de actuação e influência. Como consequência, havia uma forte articulação entre estes postos e as elites residentes nos diversos municípios, do Reino e Império. Este trabalho propõe definir que cargos oferecidos pela Inquisição se encontravam entre a população de Montemor-o-Novo.
Pretende-se, ainda, perceber se havia ou não especificidades deste concelho, face aos que já foram alvo deste tipo de análise.
Pretende-se, ainda, perceber se havia ou não especificidades deste concelho, face aos que já foram alvo deste tipo de análise.
Research Interests:
Este trabajo tiene como objetivo estudiar las finanzas de la Inquisición portuguesa. Para ello se eligió uno de los tres tribunales inquisitoriales: Évora en el período que transcurre entre 1670 y 1770. Utilizando como fuentes... more
Este trabajo tiene como objetivo estudiar las finanzas de la Inquisición portuguesa. Para ello se eligió uno de los tres tribunales inquisitoriales: Évora en el período que transcurre entre 1670 y 1770. Utilizando como fuentes documentales principales los informes de cuentas, que eran producidos
anualmente, el objeto es estudiar la estructura de los ingresos y gastos, tratando de entender, para ejemplo, si la confiscación de bienes a los condenados representaba o no una parte significativa de las cifras globales. El mismo ejercicio
se desarrollará para analizar la estructura del gasto e intentar responder así al interrogante: ¿dónde se gastaba el dinero?
anualmente, el objeto es estudiar la estructura de los ingresos y gastos, tratando de entender, para ejemplo, si la confiscación de bienes a los condenados representaba o no una parte significativa de las cifras globales. El mismo ejercicio
se desarrollará para analizar la estructura del gasto e intentar responder así al interrogante: ¿dónde se gastaba el dinero?
Research Interests:
"Este estudo pretende analisar o perfil socioeconómico dos familiares do Santo Ofício, agentes leigos da Inquisição, que viveram no concelho de Évora, entre 1701 e 1750. Como fontes primárias foram utilizadas as habilitações do Santo... more
"Este estudo pretende analisar o perfil socioeconómico dos familiares do Santo Ofício, agentes leigos da Inquisição, que viveram no concelho de Évora, entre 1701 e 1750.
Como fontes primárias foram utilizadas as habilitações do Santo Ofício; complementadas com a análise de fontes de cariz financeiro. Partiu-se de um exercício de prosopografia.
De onde eram oriundos estes indivíduos? Em que freguesias de Évora residiam? Com que idade obtinham a carta de familiar? Quais os seus atributos socioeconómicos? São algumas das questões que pretendemos responder ao longo destas páginas.
À medida que os quadros inquisitoriais se foram definindo, a Inquisição ganhou características de entidade promotora da distinção social. Em Évora, este aspecto tornou-se passível de observação através das articulações com a nobreza local. É conhecida a penetração dos familiares nos postos camarários.
Em Évora aconteceria da mesma forma? Em que medida ser um «município fidalgo» condicionaria o acesso às vereações?
Outro dos objectivos deste trabalho é localizar os níveis de rendimento destes agentes na pirâmide financeira da urbe alentejana, recorrendo-se para isso aos registos de pagamento da décima militar do ano de 1723."
Como fontes primárias foram utilizadas as habilitações do Santo Ofício; complementadas com a análise de fontes de cariz financeiro. Partiu-se de um exercício de prosopografia.
De onde eram oriundos estes indivíduos? Em que freguesias de Évora residiam? Com que idade obtinham a carta de familiar? Quais os seus atributos socioeconómicos? São algumas das questões que pretendemos responder ao longo destas páginas.
À medida que os quadros inquisitoriais se foram definindo, a Inquisição ganhou características de entidade promotora da distinção social. Em Évora, este aspecto tornou-se passível de observação através das articulações com a nobreza local. É conhecida a penetração dos familiares nos postos camarários.
Em Évora aconteceria da mesma forma? Em que medida ser um «município fidalgo» condicionaria o acesso às vereações?
Outro dos objectivos deste trabalho é localizar os níveis de rendimento destes agentes na pirâmide financeira da urbe alentejana, recorrendo-se para isso aos registos de pagamento da décima militar do ano de 1723."
Research Interests:
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""Esta obra que agora sai do prelo reúne cinco textos de autores diferentes e pretende ser um contributo para o conhecimento da História da aldeia de Santana do Campo e, simultaneamente, do concelho de Arraiolos. Estes textos foram... more
""Esta obra que agora sai do prelo reúne cinco textos de autores diferentes e pretende ser um contributo para o conhecimento da História da aldeia de Santana do Campo e, simultaneamente, do concelho de Arraiolos. Estes textos foram apresentados num colóquio que decorreu na referida aldeia no dia 31 de Outubro de 2009, intitulado Santana do Campo: espaço de identidade e memória, e pretendia assinalar o 50.º aniversário da Associação Social Unidos de Santana do Campo (ASUSC) .
Reúne textos da autoria de José d’Encarnação, Fátima Farrica, Daniela Bacalhau e Daniel Freixa. Os textos apresentados por estes cinco autores compõem esta obra – Conversas à volta de Santana do Campo –, uma vez que as suas intervenções não se restringem somente à aldeia de Santana do Campo, mas integram esta povoação num território mais vasto, como assim não poderia deixar de ser.
Pelas mãos de José d’Encarnação ficaremos a conhecer um pouco melhor as raízes das divindades que se veneraram na Península Ibérica em tempos bastante recuados, sendo que em Santana do Campo encontramos vestígios do culto da divindade Carneus Calanticensis que teria sido venerada por volta do século I d. C..
Fátima Farrica transporta-nos para um período bastante mais próximo: o século XVII. A sua investigação incidiu sobre a composição política e a forma de eleição dos elementos que compunham a Câmara de Arraiolos. Trata-se de uma temática mais abrangente, não se focalizando especificamente em Santana do Campo, no entanto, sendo esta uma freguesia do concelho de Arraiolos – só deixa de ser freguesia no século XIX – estava abrangida por este processo eleitoral, na medida em que os elementos camarários também ali actuavam.
O forno do pão de Santana do Campo também é tema de análise deste livrinho. Daniel Freixa, nascido e criado nesta aldeia alentejana, traz-nos uma perspectiva antropológica das vivências associadas ao referido forno, e como um elemento aparentemente simples funcionava como espaço de sociabilidade e interacção entre a população.
Por último, Daniela Bacalhau cuja formação académica é em Artes Plásticas, mostra-nos como é possível aliar duas áreas científicas aparentemente opostas – a História e as Artes Plásticas – e que é possível fazer chegar a História às crianças, levando a que a esta não se apresente como algo recuado e distante, mas que é próxima de nós e está presente no nosso quotidiano.""
Reúne textos da autoria de José d’Encarnação, Fátima Farrica, Daniela Bacalhau e Daniel Freixa. Os textos apresentados por estes cinco autores compõem esta obra – Conversas à volta de Santana do Campo –, uma vez que as suas intervenções não se restringem somente à aldeia de Santana do Campo, mas integram esta povoação num território mais vasto, como assim não poderia deixar de ser.
Pelas mãos de José d’Encarnação ficaremos a conhecer um pouco melhor as raízes das divindades que se veneraram na Península Ibérica em tempos bastante recuados, sendo que em Santana do Campo encontramos vestígios do culto da divindade Carneus Calanticensis que teria sido venerada por volta do século I d. C..
Fátima Farrica transporta-nos para um período bastante mais próximo: o século XVII. A sua investigação incidiu sobre a composição política e a forma de eleição dos elementos que compunham a Câmara de Arraiolos. Trata-se de uma temática mais abrangente, não se focalizando especificamente em Santana do Campo, no entanto, sendo esta uma freguesia do concelho de Arraiolos – só deixa de ser freguesia no século XIX – estava abrangida por este processo eleitoral, na medida em que os elementos camarários também ali actuavam.
O forno do pão de Santana do Campo também é tema de análise deste livrinho. Daniel Freixa, nascido e criado nesta aldeia alentejana, traz-nos uma perspectiva antropológica das vivências associadas ao referido forno, e como um elemento aparentemente simples funcionava como espaço de sociabilidade e interacção entre a população.
Por último, Daniela Bacalhau cuja formação académica é em Artes Plásticas, mostra-nos como é possível aliar duas áreas científicas aparentemente opostas – a História e as Artes Plásticas – e que é possível fazer chegar a História às crianças, levando a que a esta não se apresente como algo recuado e distante, mas que é próxima de nós e está presente no nosso quotidiano.""
Este trabalho de Bruno Lopes é mais do que um mero Contributo para a História dos Tapete de Arraiolos . A sua tónica é a da salvaguarda e da valorização patrimonial de um trabalho português que, podendo ser reproduzido em qualquer parte... more
Este trabalho de Bruno Lopes é mais do que um mero Contributo para a História dos Tapete de Arraiolos . A sua tónica é a da salvaguarda e da valorização patrimonial de um trabalho português que, podendo ser reproduzido em qualquer parte do mundo, deve ser singularizado e certificado enquanto objecto identitário da população de Arraiolos.
O estudo agora apresentado faz o levantamento praticamente integral de todas as fontes contemporâneas onde se acham notícias de eventos ligados a esta arte, deixando apenas em aberto o estudo das fontes arquivísticas nacionais e internacionais, trabalho afinal de uma ou de váriasvidas.
Retirado do Prefácio.
O estudo agora apresentado faz o levantamento praticamente integral de todas as fontes contemporâneas onde se acham notícias de eventos ligados a esta arte, deixando apenas em aberto o estudo das fontes arquivísticas nacionais e internacionais, trabalho afinal de uma ou de váriasvidas.
Retirado do Prefácio.
"Esta dissertação visa dar a conhecer a rede de agentes da Inquisição no concelho de Arraiolos, entre 1570 e 1773. Apresenta uma caracterização dos comissários e dos familiares do ponto de vista socioeconómico e analisa a respectiva... more
"Esta dissertação visa dar a conhecer a rede de agentes da Inquisição no concelho de Arraiolos, entre 1570 e 1773. Apresenta uma caracterização dos comissários e dos familiares do ponto de vista socioeconómico e analisa a respectiva actuação.
Por fim, são apresentadas duas propostas para fruição e valorização do património histórico local a partir dos dados recolhidos e analisados: por um lado, uma exposição temporária e por outro a criação de um percurso pedestre pelo centro histórico de Arraiolos, que permitirá aos visitantes conhecerem a localidade sob outro ponto de vista: o da Inquisição."
Por fim, são apresentadas duas propostas para fruição e valorização do património histórico local a partir dos dados recolhidos e analisados: por um lado, uma exposição temporária e por outro a criação de um percurso pedestre pelo centro histórico de Arraiolos, que permitirá aos visitantes conhecerem a localidade sob outro ponto de vista: o da Inquisição."
