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Em 1466, quando Fernão Lopes de Carvalho, cavaleiro cidadão, ocupou a escrivaninha do concelho, foi-lhe dado encargo de tresladar documentação pretérita da câmara da cidade de Évora. Nasce, assim, o posteriormente designado Livro das... more
Em 1466, quando Fernão Lopes de Carvalho, cavaleiro cidadão, ocupou a escrivaninha do concelho, foi-lhe dado encargo de tresladar documentação pretérita da câmara da cidade de Évora. Nasce, assim, o posteriormente designado Livro das Posturas Antigas, que, em 1662, outro escrivão da câmara, Francisco Cabral de Almada, “reduziu a livro”, compilando os cadernos do seu antecessor. O códice, publicado parcialmente por Gabriel Pereira, encontra agora a sua formulação integral. Expressão do poder do concelho de Évora no período medievo, abarca principalmente cópia de atas da vereação da última metade do séc. XIV, de que resultaram as normas impostas pela cidade, ou seja as posturas propriamente ditas. Embora com falhas de alguns cadernos, perdidos entre o séc. XV e o XVII, este constitui-se como um texto fundamental na inteligibilidade da Cidade Medieval. Através das deliberações camarárias,cruzam-se os seus diferentes protagonistas - mulheres e homens, cristãos, muçulmanos e judeus -, expressam-se relações sociais e políticas, definem-se atividades económicas, descrevem-se técnicas, estabelecem-se preços, nomeiam-se espaços - sente-se, enfim, o pulsar vivo do quotidiano da urbe e do seu termo.
A introdução e revisão são de Filomena Lopes de Barros e Maria Leonor F. O. Silva Santos ; a transcrição de Ana Sesifredo, Fátima Farrica e Miguel Meira.
Disponível em: https://issuu.com/cidehus/docs/livro_posturas_22-07-14_final